Joguei Sinuca...

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[Foto retirada do site: Virtual Lost]
Eu poderia chamar esse post de "Eu joguei SNOOKER"... Mas prefiro "Sinuca" pro povão entender...
Era meu maior sonho desde criança poder jogar esse jogo tão interessante ao meu ver: Meu pai me levava para os botecos da vida e eu ficava observando aqueles bêbados jogando sinuca. Era divertidinho: Só de olhar entendia que tudo que tinha fazer era usar aquela grande vareta para bater nas bolinhas para que batesse em outras bolinhas e acertar um dos seis buracos da mesa que parecia um mini-campo de futebol sem desenho por sua cor verde. E tinha um giz azul que servia para lixar a ponta da vareta, talco, enfim... Coisa que só fui entender mais tarde.
Dia 25 de fevereiro de 2011, realizei esse sonho inesperadamente! Foi mágico só de pensar... Meu amigo Marcos foi quem me ajudou. Me levou para um lugar chamado "Golden Ball", uma espécie de barzinho simples só de sinuca com gente humana te atendendo (dá para perceber o humanismo deles - não fazem o tipo robóticos como em muitos estabelecimentos encontramos). Esse lugar de dois andares foi quem me fez conhecer o que era aquele jogo de aparência simples.
Para ficar mais a vontade, os únicos jogadores na mesa era Marcos e eu. Como eu não sabia de nada praticamente, o cara teve que começar do zero comigo. Explicou para que servia cada instrumento e suas regras: O giz azul era para lixar a ponta da vareta que era de couro para dar mais maciez... Sei lá! Para melhorar a atacada. O talco era para amaciar a mão para que a vareta deslizasse melhor; Somente a bolinha branca pode ser batida para atacar as outras bolinhas e ela não pode entrar dentro do buraco porque senão passa a vez; A vareta não pode tocar na mesa, somente ao meio da bola branca; Existem dois instrumentos que o Marcos colocou o nome de "coiso" (acho que ele não sabia os nomes, rs) que serve para equilibrar mais a vareta para bater na bolinha. Além de tudo me ensinou a como se posicionar para jogar: Pode colocar a mão no carpete da mesa, separar as pernas para dar melhor equilíbrio e geralmente que é canhoto se dá bem em alguns momentos. O ruim é quando a bolinha pára no canto da mesa... Dava um ódio! Tinha uma bolinha que era dar cor vinho do número 7 que não queria entrar em nenhum buraco da mesa! Parecia que estava viva... 
Quando comecei dar as minhas primeiras tacadas achei super divertido... Já estava até fazendo planos para varar a noite jogando! Ficar até umas 4 da manhã fazendo a mesma coisa... Eu ria, me divertia, brincava... Era muito legal! Claro que com a permissão do Marcos, porque ele estava pagando tudo... rs! Mas daí vieram as duas regras malditas que acabou com tudo: Primeira coisa, na verdade o jogo é dividido entre bolas pares e ímpares. Como eram dois jogadores na mesa, eu fiquei com as bolas ímpares e o Marcos ficou com as bolas pares: Ele podia acertar somente as bolas pares e eu as ímpares. Caso ele acertasse uma ímpar para cair no buraco, passaria para minha vez e eu ia ganhar dois pontos por esse erro - o que realmente acabou acontecendo. Segunda coisa, existe uma bola amarela chamada número 1: Ela sempre sai do jogo quando o jogo começa e volta para o final assim que um jogador acabar com todas suas bolas pares ou ímpares dando maiores chances ao adversário - o que aconteceu realmente. Nossa! Meu mundo caiu depois disso... Estava tão divertido. É, eu sou assim mesmo: Como me alegro com pouca coisa, também me entristeço com pouca coisa... Tá bom, tenho sérios problemas mentais, né? Mas isso já é outro assunto. Comecei a jogar aquele jogo sem nenhuma vontade: Cada atacada que eu fazia a bolinha nem andava direito. Tinha perdido quase que completamente todas as forças... Numa hora, quando o Marcos teve que usar a bolinha amarela, eu ataquei a branca e ela foi direto e reto para o buraco! Marcos me avisou: "Por que você fez isso? Acabou o jogo! Você perdeu!" - Não era minha intenção, queria que a bola branca batesse em uma das paredes, voltasse e derrubasse as outras... Mas senti um certo alívio na hora que me deixou feliz: Me livrei de um jogo chato.
E assim terminou meu contos de fadas graças a essas regras malditas que acabaram com o jogo! O mais engraçado é que o Marcos demonstrava que esse jogo não era daqueles tipos cheio de regrinhas... Me enganei totalmente!
Mas valeu pela experiência... Posso dizer agora que eu joguei.


Até a próxima!

Recordações (estava com saudades de exibir elas nos posts! Tá difícil arranjar fotos de momentos felizes da vida...):






1 Comentários...:

  1. Eu adoro jogar nissuca. Faz anos que não jogo, pois não tenho mais social life, mas adorava, apesar de ser péssimo nisso. E geralmente eu jogava alcoolizado, o que piorava ainda mais as coisas.

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