(Foto retirada do site: Trivago)
Era um domingo, de sol enganativo, dia 23 de Janeiro. Estava eu trabalhando em pleno esse dia quando no meio do trabalho minha prima me liga. Naquele dia, eu ia sair com ela e nós havíamos combinado de ir a qualquer bom barzinho, porém os planos mudaram: Minha prima deu a idéia de nos darmos uma volta em um dos mais famosos parques de SP, o Parque do Ibirapuera. Dei um pulo e com certa euforia disse que sim e expliquei que era um dos meus maiores sonhos conhecer esse parque que eu nunca havia visitado... Então ela disse que estava combinado e era para eu ir a casa dela após sair do trabalho. Logo tirei pausa, avisei minha mãe que eu ia chegar mais tarde porque ia para a casa da minha prima e fui! Peguei o ônibus e desci no ponto correto "sem querer".
Ao chegar na casa da minha madrinha, eles me ofereceram almoço que a minha própria prima tinha feito. Eu estava de calça comprida e salto e então já que eu ia num parque, me fizeram mudar de roupa: Coloquei um short curto jeans e um chinelo tipo haviano bem fuleiro e fiquei bem melhor! Aquele dia estava quente demais... Rapidamente, saí com as minhas duas primas de carro e elas haviam convidado uma amiga delas para ir conosco.
Na ida foi tranquila e chegamos logo. O ruim foi procurar um estacionamento... A maioria que estava vaga era para idoso e tinha que ter uma espécia de "carta azul" para poder estacionar nos locais permitido: A carta foi 3 reais cada uma e compramos duas porque íamos ficar lá um bom tempo (mais de duas horas - cada carta permitia duas horas). Assim que encontramos um estacionamento (minha prima "lutou" com outro motorista que ia pegar o mesmo lugar que achamos primeiro) saímos do carro e fomos bater perna. O primeiro lugar que avistei, um monte de gente estava andando de patins e skate e era um lugar todo coberto. Andamos, andamos e andamos e tinha muito mato meio curto, árvores, pessoas, bicicletas e algumas barraquinhas que vendiam alimentos. Passamos por locais aonde dentro poderia haver exposições e um outro que dependendo do público o teatro era feito lá fora... Muito legal! Tinha um outro lugar coberto que havia uma música de "macumba". Minha prima e mais um jovem de lá zuaram com isso... A próxima parada era num lugarzinho que vendia várias coisas refrescantes: O pedido foi açaí na tigela com banana e granola... R$ 9,00 per capita! Caramba! E comí "de graça" (minha prima pagou para mim, rs).
Próxima parada era algo curioso: A amiga das minhas primas estava curiosa quanto a andar de bicicleta... Disse que não sabia andar numa, mas que queria experimentar para ver. Fomos pegar duas bicicletas: Uma era bem peculiar... Se tratava de um "tricículo" para gente grande e me deu certa vontade de dar uma volta nela. Era R$ 5,00 reais a hora e combinamos que cada uma ficaria 20 minutos no tricículo: Era a minha prima mais nova, a amiga dela e eu. A mais velha ficou se divertindo ao se "desenferrujar" andando numa bicicleta comum de duas rodas toda segura... Dizia ela que fazia tempo que não andava. Minha prima mais nova andou primeiro na bicicleta e amiga dela e eu fícamos indo atrás das duas irmãs de bicicleta caminhando normalmente... Aquilo foi ficando chato porque eu ia e voltava, ia e voltava, ia e voltava, dava vontade de parar! Não sei como aguentei... Quando foi a vez da amiga da minha prima (é, eu fiquei por último ¬¬), foi mais tranquilo. No caminho, minha prima mais nova e eu conversávamos sobre diversos assuntos e ela descobriu que eu tenho um problema nas costas que eu esqueci o nome cujo o mesmo deixa a coluna em formato de S (legal!). Quando foi minha vez... Tinha que acontecer algo de errado! Além de enferrujada em matéria de andar de bicicleta (não me pergunte quando foi a última vez que eu andei, não me lembro!), insegura e com aqueles buracos no meio do caminho graças as árvores que tinha por ali, andei devagar pra caramba! Quando pegava velocidade tinha que parar por causa daqueles buracos! Minha prima mais velha me chamou para acompanhar ela para um lado e eu fui para o outro... Dei a volta e andei fundo para o outro lado até encontrar as três me esperando (a mais velha reclamou que eu demorei porque tínhamos que devolver a bicicleta, a hora estava acabando). Logo acompanhei minha prima que estava de bicicleta e graças a aqueles benditos buracos eu me atrasava: Tinha de descer da bicicleta e empurra-la a pé. Como eu nunca tinha ido a esse parque, assim que eu consegui voltar a andar na bicicleta direito, me perdi da minha prima mais velha e tive de parar até minha outra prima com a amiga dela se aproximar de mim para eu perguntar aonde eu tinha de ir. Assim que encontrei o caminho, devolvi a bicicleta com 2 minutos de atraso que quase fizeram minha prima pagar mais caro a hora! Mas o pessoal de lá perdoou, ufa!
E a aventura acabou? Não!
Quando estavámos indo embora, já tinha anoitecido. Como eu não conhecia aquele parque, acompanhei minha prima mais velha que estava indo na frente com a sua amiga e eu estava atrás com a mais nova. Andamos, andamos e andamos e deparamos com um portão de saída que não havia nenhum estacionamento para estar o carro de minha prima. E assim, minha prima mais velha disse que estava mais perdida que todas nós juntas... Ai, não! Eu não sabia andar por aquele lugar... E então ficamos andando iguais a umas baratas tontas até achar alguém que nos dissesse o caminho ou encontrássemos o caminho certo sozinhas. Começou a chover... Não podia piorar... Mas piorou! Naquele parque havia muitas árvores, passamos por ela e CABRUM! Deu aquele relâmpago que fez a noite virar dia durante segundos... Levamos um baita susto! A chuva aumentava cada vez mais e uns caras bêbados passou por minha prima e eu e tentaram flertar minha prima no modo zuado da coisa... Andamos mais um pouco e parecia que a chuva queria se acalmar e achamos um posto policial: A amiga das minhas primas conversou com um cara de lá e ele indicou o caminho do estacionamento. A boa notícia é que sem querer estávamos no caminho certo e a ótima notícia é que encontramos o estacionamento e logo depois o carro logo ali, quietinho sem por e nem tirar. Entramos no carro, minha prima deu partida e saímos de la.
E aí a aventura acabou... Não!
Começou a chover muito forte! Minha prima ficou cega por causa da chuva... Não encontrava a rua para entrar e ir embora! Ficamos dando volta pela mesma rua em movimento circulatório e eu já estava quase cantando: "Embarque nesse carrossel, onde o mundo é faz de conta e a terra é quase céu..." - Até que a rua foi achada... Entramos, andamos e andamos e a chuva foi ficando mais forte ao ponto de o carro boiar na água que alí se formou (parecia um rio!)! Em questão de segundos, minha prima pensou rápido, enfiou o pé com toda a força para o carro ganhar mais velocidade e conseguiu sair do rio "milagrosamente" (ou senão seria mais um carro a boiar na rua... Já pensou!). Minha prima dizia que estava sendo guiada por um farol de um carro que estava em nossa frente porque não enxergava nada... O carro parou ao lado... E então, minha prima arranjou outro farol para se guiar. Vimos que a chuva estava muito forte e decidimos entrar num posto de gasolina e parar por lá durante uma hora (para mim toda a eternidade do mundo) até esperar a chuva passar. A chuva não passou, minha prima perdeu a paciência e decidiu seguir com o carro. A chuva na verdade estava mais calma, mas mesmo assim arriscado porque aquela rua de Santana havia se tornado um rio! Minha prima pensou, pensou e pensou como sair daquele maremoto todo... Pegou o carro, foi meio contramão, entrou numa rua e seguiu para a Voluntários da Pátria rapidamente... Que ia faze-la no final das contas voltar ao "rio" da Cruzeiro do Sul! Mesmo assim, minha prima seguiu e conseguiu se safar de lá numa boa.
Ufa, agora a aventura acabou... Não! Ainda falta só mais um pouquinho!
Minha prima deixou a amiga na casa dela e foi para a sua casa primeiro antes de levar para a minha. Estava morta de sono, mas mesmo assim aproveite e jantei por lá mesmo e até a minha madrinha me deu um Activia que não me fez efeito nenhum (ufa!). Na TV, mostrava como a Vila Maria estava alagada e essa foi minha preocupação porque no dia seguinte eu ia passar por lá para ir ao trabalho... Mas tudo correu bem no dia seguinte (a não ser os comentários do tipo "cê viu a chuva de ontem? não pude isso, aquilo, aquilo outro..."). Minha prima me levou pra casa e eu acabei levando embora o short jeans e o chinelo fuleiro...
E assim acabou a aventura?
Falta dizer que cheguei em casa e minha mãe estava me esperando. Assim que cheguei por lá, meu pai foi dormir tranquilamente. Cheguei, tomei banho e cai na cama morta de sono... E assim, acabou a aventura.
Finalmente, hein?
Até a próxima, pessoal!





0 Comentários...:
Postar um comentário
AVISO:
- Seu comentário precisa ter relação com o assunto do post;
- Comente com conteúdo. Spams não serão tolerados;
- Não inclua links desnecessários no conteúdo do seu comentário;
- Ofensas pessoais, ameaças e xingamentos não são permitidos;
OBS: Os comentários não refletem as opiniões do editor.
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que ferem a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.