Para As Pessoas Com Síndrome de Down

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(Foto retirada do site: Direito de Ouvir)


Esse texto todo apresenta somente fatos reais

Quando eu era criança, eu era muito confundida com uma pessoa portadora de Síndrome de Down. As pessoas mal olhavam pra minha cara e já pensavam outra coisa... Quanto as minhas atitudes, só davam certeza para essas pessoas pensarem que eu era "doente".
Na família a coisa não mudava muito: Meu pai cismou que eu tinha algum problema mental ou coisa parecida e até me levou para Apae (hoje eu sinto uma certa "alergia" por esse lugar -, com todo o respeito) e só depois foi descobrir que meus problemas eram nos pés... Meus pés eram chatos (ou retos), ou seja, não possuíam curvas: Diferentes dos pés considerados "normais". Anos mais tarde, descobri que pés chatos é uma parte minha normal! Ou seja, é como você nascer canhoto ou destro! É uma coisa sua! Não existe normal ou anormal para isso e não existe cura também porque não é doença e nem anomalia! Valeu, prima! Ela é fisioterapeuta quase formada... Foi ela quem me explicou isso. Por ter pés retos, demorei para andar corretamente (só caía!) e também pela insegurança de manter-se firme no chão, meu pai pensava que eu tinha problemas... A notícia de que eu frequentei a Apae e por minha mãe ser superprotetora demais de mim, fez com que vizinhos achassem que eu era doente mental. Inclusive um dia, já no fim da adolescência, minha tia me disse que um vizinho seu perguntou da "menina doente" e ele tinha se referido a mim.

Desde criança eu era super tímida! Daquelas que omitiam até um "a". Até os professores chegaram a não apostar em mim: Como demorei a ter uma boa ortografia, a professora da primeira série do primeiro grau (ensino fundamental) disse a minha mãe para me colocar num pré - Eu tinha 7 anos de idade. E em todas as reuniões de pais e mestres eu tinha de ouvir isso da minha mãe quando ela voltava pra casa... Era uma tortura!

Aquilo ficou marcado em mim por um longo tempo. E ao invés de eu ter raiva das pessoas com Síndrome de Down, eu tinha era revolta: Revolta contra cada uma das pessoas mal informadas que tinham preconceitos contra essas pessoas!

Cada vez que eu via uma pessoa Síndrome de Down na rua ou na tv ficava pensando no quanto aquele ser que vê a vida tão feliz sofria pelos olhares e comentários maldosos de algumas pessoas. Me punha no lugar delas e ficava imaginando como eu me sentiria se eu fosse igual. Como passei por situações meio idênticas quanto ao fato de ser alvo de certas brincadeiras maldosas ou coisa parecida, então não foi tão difícil assim... Me lembro que quando era criança, na pré-adolescência para ser mais exata, sonhava em ter um filho Síndrome de Down para provar as pessoas mal informadas que tinha jeito sim de uma pessoa com essa síndrome levar uma vida normal como qualquer outra! O tempo foi passando e eu fui crescendo e não mudei de idéia! Principalmente quando as reportagens da tv provaram que realmente essas pessoas podem sim ter uma ótima condição futura e que nada as impede de serem felizes!

No ensino médio, aprendi mais a fundo o que causa motivo, razão ou circunstância de uma criança nascer com a Síndrome de Down. A mãe ser muito "velha"? A criança apresentar "esquisitice" com o passar do tempo? Ou porque ela pegou essa "doença" de alguém? São hipóteses meio (ou inteiramente) furadas! Na verdade nada mais é que um cromossomo 21 a mais na criança. Suas características físicas vão além de uns olhos arrendondados: Possui uma risca na palma da mão chamada "prega palmar transversal única", língua redonda, pescoço curto e flexibilidade excessiva nas articulações do corpo.

Mais do que isso, a tv ja mostrou gente portadora de síndrome de down que vive uma vida até mais normal que muita gente: Uma cabeleireira que adora baladas é um bom exemplo disso... Não me esqueço dela!

Resumindo o propósito desse texto: As pessoas assimilam "Síndrome de Down" com "doenças mentais" e às vezes daquelas graves mesmo! Isso me irrita um pouco pelo fato de hoje em dia ter tantos jeitos de se informar sobre esses assuntos e mesmo assim tem gente que não o faz nem a metade... Sei que isso está acabando, graças a evolução da informação e esse singelo texto veio para isso, para ajudar.




Uma coisa que não me sai da cabeça e às vezes eu acabo me lembrando é de um dia, mesmo tendo boas aulas com essa professora de biologia no ensino médio, quando saía sozinha da escola, um aluno estava com seus amigos e de repente começaram a comentar de mim. E um deles disse: "Ela é Sindrome de Down".





(Foto retirada do site: GEOGRAFIA EM FOCO)

(Foto retirada do site: Revista Marinhá Ensina)

(Foto retirada do site: Ig)

3 Comentários...:

  1. Eu sempre achei as crianças e pessoas com síndrome de down, mais meigas, amigas e principalmente sinceras do que as pessoas ditas "normais". Já lidei com uma delas e digo que foi uma experiência revigorante.

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  2. Tive uma pessoa muito especial na minha vida, meu tio Nana, que era portador da sindrome de down e já não está mais entre nós. Sem dúvida nenhuma foi a criatura mais pura e verdadeira que já conheci, era a alegria da família. Com certeza minha vida e minha infância não seria a mesma sem a sua presença. Pessoas mais que especiais precisam de nosso respeito e admiração. Um super abraço e parabéns pelo texto.

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  3. Dre, adorei seu blog viu!! e adorei esse texto. Sabe, na faculdade tive q aprender a lidar com muitos deficientes, físicos e mentais e a muito custo aprendi a deixar de lado o preconceito. Não pq eu era uma pessoa má e não gostava de pessoas deficientes, mas pq td a socieddae tem esse pré conceito imbutido antes msm de conhecer a pessoa. P/ mim foi facinante decobrir que uma criança com paralisia cerebral que não podia falar, não se mexia, babava e era "todo torto" tinha total capacidade até de fazer uma faculdade e de ser muito mais inteligente do que eu (já conheci muitos assim). Aprendi a ver as pessoas com outros olhos, hoje não tenho dó alguma de deficientes, pelo contrário adimiro-os muito pois eles são capazes de fazer as mesmas coisas de quem não tem deficiência, mas com maiores esforços, dedicação e vontade e ainda sofrendo preconceito. Tenho é dó de quem tem preconceito, esses sim são fracos... Bjusss

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