Beterrabas, Segredos e Patacoadas

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(Foto retirada do site: Prefeitura de SP e Confraria do Beco)

    Quem disse que a infância está perdida nos tempos atuais? Pelo menos no teatro não! Eu como assumo minha alma infantil embarquei nesse mundo fantástico que é a infância e seus produtos. Um desses produtos são as peças teatrais infantis.
    Pela Rede Cultura de Televisão conheci uma turma muito simpática que faz um programa chamado Almanaque Educação. Esse grupo de atores faz parte da Confraria do Beco que também tem outros trabalhos. Um desses trabalhos também pude acompanhar pela Cultura no programa "Teatro Ratimbum" que mostra peças infantis. Uma delas é a famosa Beterrabas, Segredos e Patacoadas que conta a história de uma moça que queria se casar, mas não tinha coragem de falar com seu pai sobre o assunto... Uma verdadeira comédia infantil.
    Nesse ano de 2010, a peça estava em cartaz no Teatro João Caetano (que fica perto do Metrô Santa Cruz) do dia 26/06 a 01/08 e eu pude conferir a magia de perto no dia 25/07.
    Não foi nenhum custo chegar a esse teatro como naquele dia  na minha primeira vez a um teatro (rs), mas cheguei 5 minutos atrasadas. Lembro que não havia nenhuma fila na porta e o cara da bilheteria informou que eu podia entrar mesmo com o atraso. Cheguei lá, já estava tudo escuro cheio de gente e criançada já sentada. Não senti um pingo de vergonha por eu ser uma criança de 23 anos, rs... Uma moça com uma lanterna me acompanhou até o lugar onde eu ia sentar. Lembro também da sensação de ver aqueles atores pessoalmente mesmo que de longe: Dá um arrepio e ao mesmo tempo um grande prazer em saber que são gente com a gente e não aqueles tipos que vivem "dentro de um vidro" para não ser tocados. Sentei-me e curti os 55 minutos que restavam da peça que para mim passaram em 15 minutos de tão rápido. Ri muito e curti a naturalidade que é uma peça de teatro... Melhor que na tv!
    No final, a grande surpresa (na minha vida) foi ver os atores finalizando a peça cantando e indo ao meio do público. Não consegui tirar o sorriso do rosto, rs! E quando eles saíram de lá eu estava para ir embora quando os vi lá fora já falando com as crianças. Com vergonha e vendo que o maior foco daqueles atores naquele dia eram as crianças, eu queria ir embora sem ao menos me despedir deles... Como se eu não tivesse passado por ali. Logo na saída, havia um dos atores (o Paulo) por lá distribuindo bombom do Sonho de Valsa (não me esqueci da marca, rs). Na verdade acho que todos eles estavam fazendo isso. Acabei ganhando um bombom (o que era mais para as crianças) e nervosa já o comi sem pensar duas vezes (costumo a comer bombons depois de pensar duas vezes quando é que vou fazer isso... Estava fora do meu normal!). Saí e minha mãe meio insistente pediu para que eu esperasse as crianças ir embora para nós podermos falar com os atores. Eu queria ir embora porque eu estava morrendo de vergonha de fazer isso, sou muito tímida! Mas na indecisão, acabamos esperando e a minha mãe, vendo que as crianças não iam embora, decidiu entrar novamente e falar com um dos atores que parecia "livre"... O Fabiano. Fabiano foi quem tinha me dado os convites para ir a aquela peça e minha mãe queria agradece-lo por isso. Eu estava trêmula, rindo a toa e com aquela vontade de desaparecer do mundo naquela hora quando de repente Fabiano nos viu. Mesmo sendo apenas "amigos de orkut" Fabiano pareceu que reconheceu meu rosto e ficava perguntando: "E aí, curtiu a peça?" - Eu me senti feito aquela criança tímida que eu já era na infância - a mesma que travava na hora de responder para alguém pela imensa vergonha - e finalmente consegui responder com um "sim". Fabiano agradeceu muito (com uns 10 "obrigados", rs) por nós termos ido até lá ver a peça e nos ofereceu mais bombom do Sonho de Valsa que acabei comendo de nervoso mais uma vez. Minha mãe disse que Paulo já tinha dado um bombom e eu achei engraçado por Fabiano ter achando "ruim" de brincadeira, rs. O que me entristeceu foi não ter falado com os outros atores tudo graças a minha timidez (Grrrrr)... Só espero que eles não tenham ficado "bravos", rs!
    Logo, saímos daquele teatro e eu sabia que aquele dia seria curto: Uma hora de espetáculo, peguei lotação e metrô pra chegar lá e voltar pra casa depois e era um domingo... O dia acabou como outro qualquer, mas deixando uma boa lembrança.

Recordações...

(Foto retirada do site: Confraria do Beco)
Dia 25/07, o mesmo dia que fui a esse teatro, essa turma estava completando 3 anos com a peça Beterrabas, Segredos e Patacoadas... Que honra!
Até a próxima!

3 Comentários...:

  1. Engraçado, como as lembrabças de infância ficam na nossa mente... Meu filho tbém é assim, morre de vergonha e trava quando precisa falar em público ou diante de mais de uma pessoa, rsrsrs.
    Adorei a postagem, teatro, seja infantil ou não, é uma viagem e nos coloca em sintonia com a arte. Adoro! Hj vou assistir "simplesmente eu, Clarice Lispector", aqui em Floripa, e não vejo a hora de contar como fou. Beijos pra ti e ótimo final de semana!

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  2. Andressa ir ao teatro é sempre uma emoção muito grande, o realismo das cenas, a mistura de sentimentos, a interação dos atores com o publico, nos faz viajar.
    Agora não sabia dessa sua timidez,
    kkkkkkkkk
    Excelente postagem,
    Beijos,
    Vitor.

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  3. Oi, Andressa...este teatro é próximo da minha casa...e pasme...nunca fui até lá!Só fui uma vez a uma peça de teatro, quando eu tinha 13 anos e fui assistir com a escola...
    Continue escrevendo assim!!!=)

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