Durante a adolescência em diante, ouvimos sempre que o pessoal vai pra balada. Na imaginação, baladas são lugares escuros, com músicas eletrônicas e que para alguns é válido o termo "pegar geral". E para mim nunca foi diferente. Ao saber que baladas tocavam músicas que não me agradavam e iam pessoas "mal-intencionadas", nunca me interessei em frequentar uma... Até que um dia de idéia eu mudei.
Eu já estava com 22 anos e pronta para comemorar meu aniversário ao completar essa idade. Minha prima teve a idéia de me levar para uma balada, nem se for daquelas comuns de música eletrônica, só para eu conhecer. Como estava a fim de mudar minha vida tão parada, aceitei a idéia e foi assim que minha prima me informou de que existem baladas que tocam música de rock... Me espantei! Quando soube fiquei maravilhada e senti o tempo perdido de não ter conhecido uma... Mas antes tarde do que nunca: Aceitei o convite e já estava desde aquela hora programando como seria aquela semana até chegar o fim de semana.
Minha prima tinha me dito que aniversariantes não pagavam convite e poderia convidar mais um para também não pagar. Fiquei maravilhada em pensar que meu aniversário seria comemorado de uma forma meio "extravagante" como sempre sonhei... Um local cheio de pessoas animadas e com música do meu estilo: Não podia ser melhor! Ela disse que ia ligar pra lá e reservar a mesa. Disse que o lugar costumava a lotar muito e era muito bonito. Me encantei! E fiquei super feliz e fui convidando uns amigos meus para ir também.
Ao se aproximar o fim de semana, eu já estava desiludida. Liguei umas 500 vezes para a minha prima e soube que ela nem tinha ligado para a balada para marcar a mesa e tudo mais. Acabou deixando tudo nas minhas costas na última hora. Conclusão da história: O fim de semana chegou e com ele a decepção... Minha prima bem que levou de carro com minha outra prima (sua irmã) e uns amigos, passamos pela tal balada de rock (se não me engano o nome era Stone) e a fila quilométrica dava voltas no quarteirão. Vendo aquela cena, minha prima e seus amigos resolveram desistir e então começamos uma busca por uma outra balada qualquer ou barzinho. Meus amigos que eu tinha convidado, cada um, dava uma desculpa para não ir e acabou não indo ninguém. Procuramos, procuramos e procuramos um lugar qualquer e fomos parar no Tatuapé. Era uma rua cheia de bar de tudo quanto era tipo... Um mais esquisito que o outro. Encontramos um que dá desgosto de lembrar: Era um bar grande, com bastante gente descontraída, mas muito mal-arrumado e desorganizado. As mesas eram de madeiras e já tinham rachos, haviam bêbados e o lugar mais parecia um boteco gigante que outra coisa. Foi uma decepção e tanto! Fiquei calada o tempo todo e aquilo me dava sono... Isso porquê minha prima conversava mais com seus amigos que comigo. Minha prima mais nova também não gostou do lugar. Eu ficava contando as horas para sair dalí.
O tempo passou e chegamos em 2010: Um ano que sem dúvida marcará muito a minha vida por pequenas e grandes mudanças que ocorreram naturalmente. Arranjei um emprego e isso facilitou eu demonstrar as pessoas a minha volta que eu estava disposta a mudar minha vida. A primeira mudança foi conhecer o
teatro e a segunda foi... Foi consertar aquele dia do meu aniversário que não deu certo... Não sabia que esse dia viria.
Em julho desse ano, meu amigo Kleber tinha me convidado para ir a uma balada de rock chamada Metrópolis. Aceitei, mas o convite não deu certo. Ele disse então que iríamos fim de semana que vem... E o convite deu certo! Era o dia 10 de Julho e nesse dia eu fui trabalhar. Nesse dia, de grande propósito, fiquei trabalhando até as 10 da noite com o intuito de fazer hora até chegar a hora da balada, pois as baladas começam "tarde" da noite. Todo fim de semana (esse dia era sábado), eu trabalho a tarde então todo o meu plano ia dar certo! Nesse dia me deu a louca de fazer uma coisa que a tempos eu não fazia: Pintar a cara. Isso mesmo! Maquiagem! O que é algo comum a todas as mulheres, fiz naquele dia como se fosse a grande novidade. O resultado até que ficou bom. O pessoal do meu trabalho ficaram todos espantados comigo, porém torceram por minha noite ser muito feliz. Saí de lá com uma única grande preocupação: Andar de metrô. Para metrô sou bicho do mato. Ando mais de ônibus que nada! Então meus amigos me ajudaram a saber o que fazer para chegar a consolação pegando metrô da estação Tietê-Portuguesa. Fiz tudo direitinho e acabei chegando adiantada. Kleber tinha me dito que isso ia acontecer, porque ele leva uma hora e meia para chegar até lá. Cheguei lá eram umas 10h30 da noite, sendo que eu tinha saído do serviço as 10h00... Esperei, esperei e esperei e resolvi dar um rolé pelo metrô para conhecer como era (rs). Fiquei olhando os mapas do metrô para entender como voltar pra casa depois e não cheguei a conclusão nenhuma. Fui até lá embaixo para ver se não tinha outra escada rolante para subir, mas depois tive de voltar porque não tinha... Era apenas aquela, ufa! Tinha acertado o caminho graças aos meus amigos e a 1% da minha inteligência, rs! Então fiquei esperando atenta a todo tipo de gente que entrava e saía dalí... Era uma mistura com emos, rockers, pessoas comuns (essa podia contar nos dedos quanto tinha!) e baladeiros de plantão. Todos com alguma coisa estranha para mostrar (penteados, roupas, pernas, acessórios). E eu ali atenta a chegada do Kleber! Pensava que o cara ia chegar por detrás da catraca principal... Mas de repente o vi chegando a escada rolante ao lado da que eu tinha subido. Fiquei impressionada e lá vai eu dar uns cutocões para dizer "ei, estou aqui!". Fomos a pé até a balada que ficava mais ou menos perto dalí. Andamos pela famosa rua Av. Paulista, atravessamos, demos mais alguns passos e chegamos.
Tudo para mim era novo e comecei a gostar desse passeio. Era um bar gigantesco, cheio de gente, escuro como uma balada e de dois andares. Chegando lá, não estranhei muito não e fui seguindo até subir ao segundo andar onde Kleber e eu achamos um local para sentar. Logo começou aquela música altíssima que pensei que não ia aguentar, mas fui curtindo aos poucos. Lá de cima dava para ver a banda lá de baixo tocando ao vivo... Pô, adorei a bateria! Que guitarra louca! Nunca pensei que houvesse um lugar assim... Teve horas que nós dançamos o sons da balada... Foi engraçado! Teve uma música que nós descemos até o chão... rs! Eu ria pra caramba de tudo! Tinha um lá que estava causando dançando feito um louco! Kleber disse que ele já tinha bebido umas... Eu derrubei guaraná na mesa (isso quando eu estava colocando o restinho que sobrou da lata no copo...), o Kleber quebrou os óculos dele! Derrubamos catchup na mesa... Ih! Foi um estardalhaço... E eu rindo pra caramba! Saímos lá fora no segundo andar da balada. Era um local pequeno e simples, mas que gostei muito! Dava para ver uma antena parecida com a da Tv Gazeta... Mó estranho! Ficamos conversando por lá quando voltamos e curtimos novamente a sonzeira lá dentro... Tinha um outro lugar que Kleber disse que nunca tinha ido... Era um outro local que dava para fora da balada mesmo no segundo andar mas que na verdade era um fumódromo... Cof! Cof! Cof! Ah, aguentamos um pouco, vai! Cheguei a ir no banheiro de lá que até que era organizadinho, limpinho... Menos mal, né? Essa brincadeira foi até as 4h35 quando Kleber resolveu pegar a fila para pagar a conta... Deu quase 100 reais! Mó caro, rs! Saímos de lá a pé para a estação Consolação de metrô e pegamos o mesmo para ir a estação Paraíso. Da Paraíso pegamos o metrô sentido Tucuruvi ao qual chegou na estação Luz e tive que tchau ao Kleber... Pensei que naquela hora nao houvesse condução. Como cheguei no Terminal Tucuruvi já passando das 5 horas da manhã, então a lotação apareceu e eu pude pega-la para ir rapidamente a minha casa.
No final de tudo, deu tudo certo! Sabia que ia dar certo! Sabia que só se arriscando para conseguir alguma coisa de bom como eu consegui... Estou adorando minhas primeiras vezes de sair para teatro, baladas e museu! Muito divertido! Êta vida boa dos rueiros, rs!
Até a próxima!
Gostei de ler e saber da sua experiência.
ResponderExcluirSe você achou caro o Metrópolis, precisa conhecer alguns outros em Moema e Vila Madalena. rs
Bonito seu Blog e estou seguindo.
Bjs.
Oi,Lady"Andressa"60's! É isso mermo,quando planejamos muito,nada dá tão certo.Minha aborrescência e juventude foi recheada dessas "baladas" esquisitaças e barzinhos temáticos,tipo o Easy Rider e o Adega Blues,ambos hoje, falidos e falecidos.No meu tempo de doydo,muitos "chegados" tbm organizavam eççes "Rockões" em suas próprias casas,(qd os gatos saem,os ratos tomam conta) e a coisa, que começava à tarde, ia até a madrugada;tudo da melhor qualidade e sem brigas ou nóias.Hoje a molecada,com raras exceções, é tudo meio bate-estaca Rave,Trance e o escambáu... coisa de dar pena...
ResponderExcluirValeu,guria,um grande abraço pra vc.
Aqui perto de casa (moro em Taboão da Serra) tem o Morrison no Embu. É mais meu estilo também, não gosto de dance, sertanejo e congêneres....
ResponderExcluirLegal, Andressa...eu já fui numa baladinha rock n' roll, Manifesto...lá é bem bacana, e a decoração é bem roqueira.Tem tbm o Morrison Rock Bar, que eu quero muito ir...
ResponderExcluirBom saber que existem baladas que não são de "puts, puts"...
oque posso dizer? Divirta-se :D
ResponderExcluirNossa! Eu adoro esse tipo de balada. Eu até uns anos atrás nunca tinha ido, mas comecei a ir por causa de uns amigos. Gosto de barzinhos com bandas que tocam rock das antigas, anos 80 pra baixo. Me sinto voltando no tempo. Eu não gosto de baladas de dançar nem nada. Gosto de me sentar, pedir uma bebida e ver uma boa banda tocando.
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